Sustentabilidade corporativa – O contexto atual

A sustentabilidade pode ser definida como a capacidade de satisfazer as nossas necessidades no presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas necessidades. Atualmente, ao nível empresarial, a sustentabilidade já é um tema-chave para a competitividade das organizações assim como o propósito de criação de valor. O conceito de sustentabilidade tem vindo a evoluir, tendo ganho grande relevância o novo termo “ESG”, que significa Environmental, Social and Governance (pela sua sigla em inglês). Este termo refere-se a um conjunto de fatores não financeiros (de sustentabilidade) que podem influenciar as atividades de uma organização ou vice-versa, e que têm vindo a ganhar grande relevância, entre investidores e outras partes interessadas, ao longo dos últimos anos.

Os fatores ambientais (E) podem incluir temas como gestão da água, produção de resíduos, proteção da biodiversidade, gestão da energia ou mitigação e adaptação às alterações climáticas. As questões sociais (S) focam-se em temas como relações laborais, direitos humanos, saúde e segurança, responsabilidade pelo produto, entre outros. Por último, as questões de governança (G) podem abranger temas como a ética nos negócios, direitos dos acionistas, anticorrupção, independência e diversidade nos órgãos sociais, entre outros.


As partes interessadas, e em particular o mercado de capitais e a comunidade de investidores, reclamam uma ligação clara e tangível entre as questões ESG relevantes e a estratégia corporativa das organizações, os riscos materiais e a gestão dos mesmos. Neste sentido, a procura por um maior detalhe e transparência no relato não financeiro (de sustentabilidade ou ESG) é cada vez maior.

Temos assistido a uma evolução acelerada das questões ESG, passando de nicho de mercado a posição dominante. Esta evolução tem acompanhado a procura deste tipo de informação por parte da comunidade de investidores, no sentido de entender a criação de valor e estratégia das organizações a longo prazo, assim como a sua visão futura e qualidade da gestão, em toda a cadeia de valor.


Neste sentido, o número regulações e standards ESG tem vindo a aumentar, de forma significativa, na última década. Dentro deste lote, encontramos referenciais voluntários, desenvolvidos pelo “Big-5” do reporte ESG, composto por entidades como CDP, CDSB, GRI, IIRC e SASB (estas duas últimas entidades tendo formando recentemente a Value Reporting Foundation).


Por outro lado, a União Europeia (UE), enquanto organização pioneira no desenvolvimento de legislação, guidance e recomendações em matéria ESG na Europa, tem desenvolvido diversas iniciativas relacionadas nos últimos anos, e.g. Diretiva de Reporte não Financeiro (2014), Estratégia Europeia sobre Plásticos (2018), Plano de ação da UE para o Financiamento Sustentável (2018), Pacto Ecológico Europeu (2019), Plano de Ação da UE para a Economia Circular (2020), Finanças Sustentáveis e Taxonomia Europeia (2021), Proposta de Diretiva de Reporte de Sustentabilidade (2021), Pacote ‘Fit for 55’ (2021), entre outras.

Vincular fatores ESG à estratégia corporativa e à remuneração executiva ajuda as empresas a criar e preservar valor a longo prazo, para seus acionistas e outras partes interessadas. Neste sentido, o primeiro passo começa pela gestão de topo. Uma administração envolvida é o principal owner da estratégia ESG da organização, ajudando a identificar e gerir as questões ESG materiais, desenvolvendo estratégias de curto, médio e longo prazo para lidar com os diferentes riscos e oportunidades ESG.


Experiência do Grupo Conceito (BearingPoint)


O Grupo Conceito, através da sua associada BearingPoint, e com uma equipa especializada em consultoria de sustentabilidade e alterações climáticas, proporciona aos seus clientes uma nova área de serviços, visando endereçar os desafios ESG e melhorar o desempenho das organizações. A equipa da BearingPoint desenvolve projetos em diferentes vetores de atuação, nomeadamente: aconselhamento estratégico de sustentabilidade; alterações climáticas; gestão do desempenho e melhoria contínua; divulgação de informação não financeira (ESG); índices ESG e reconhecimento externo, entre outros.


Faz parte da estratégia do Grupo Conceito proporcionar aos nossos clientes novos serviços que contribuam para o aumento da sua vantagem

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